domingo, 26 de agosto de 2018

PEGO NA MENTIRA

MPE E CONSELHO DE MEDICINA DESMENTEM SECRETÁRIO DE SAÚDE QUE AFIRMOU AO VIVO EM TV QUE NÃO HAVIA CRISE EM HOSPITAL DE CAMPO MAIOR
Resultado de imagem para  Florentino Neto SECRETARIO SAUDE PIAUI

Um áudio em que a diretora do Hospital de Campo Maior relata o fechamento de 30 leitos e a falta de estrutura e recursos foi o que bastou para expor a farsa dos investimentos em Saúde no Piauí. E uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina no local foi o necessário para mostrar que um secretário de Estado é capaz de ir à TV mentir ao vivo para esconder o desastre de sua gestão.

O Ministério Público Estadual acompanhou o CRM a Campo Maior para uma fiscalização na unidade hospitalar. Na última quinta-feira (23), o secretário de Saúde Florentino Neto fez uma maratona de entrevistas em TVs, portais e jornais do Piauí negando uma denúncia feita num grupo de WhatsApp. A diretora Jardênia Ribeiro falou em “falência” do hospital.
Afirmando que não haveria fechamento de leitos, falta de remédios, insumo alimentação nem recursos para pagar fornecedores, o secretário garantiu o perfeito funcionamento do hospital. “Foi um mal entendido”, alegou ao vivo na TV Clube. A mentira não durou três dias.  

O MPE e o CRM constataram a falta de medicamentos, problemas estruturais e falta de ambulância adequada. Além disso, profissionais sem contrato atuando no hospital e recursos que mal cobrem a folha de pagamento. O relatório do CRM aponta que os recursos não são suficientes para cobrir as despesas necessárias com insumos e medicamentos.
E também falta uma série de medicamentos e a escala médica encontra-se reduzida, principalmente para cirurgias. A fiscalização contou com a presença da presidente do CRM-PI, Drª Mírian Palha Dias Parente, do vice-presidente, Dr. Dagoberto Barros da Silveira, além do promotor de Justiça da Comarca de Campo Maior, Dr. Maurício Gomes de Sousa, e corpo técnico do CRM-PI.
De acordo com o CRM, o diretor financeiro do hospital, Robert Sousa Alves, informou que mensalmente os fornecedores estão sendo pagos apenas com parte da dívida, pois o montante do recurso que chega não é suficiente para cobrir as despesas com insumos e medicamentos.
O Conselho informou que em agosto, o recurso que entrou na conta do hospital foi de R$ 402 mil (referente a julho), aproximadamente R$ 239 mil são para pagar a folha de pagamento, além de outras despesas e somente sobram R$ 70 mil para pagar fornecedores, recurso nem de longe suficiente para tal. Segundo o CRM, a direção do hospital disse que são necessários mensalmente um montante de R$ 120 mil somente para a compra de medicamentos e material hospitalar. Também foi informado que a dívida com fornecedores de janeiro a agosto desse ano já passa de R$ 400 mil.
Além disso, o hospital que possui 110 leitos, contaria com 140 profissionais, grande parte sem nenhum vínculo e nem contrato trabalhista, mas que recebem salários, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos e pessoal de serviços gerais

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