quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O presidenciável Jair Bolsonaro discursou em frente ao aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre

Resultado de imagem para O presidenciável Jair Bolsonaro discursou em frente ao aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre
Por volta das 10h dessa quarta-feira, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) desembarcou no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, onde foi recebido por milhares  de apoiadores. Do alto de um carro de som, ele agradeceu os presentes e prometeu que se for eleito, irá “varrer” a corrupção do Brasil: “Eles podem me chamar de tudo, menos de corrupto!”, vangloriou-se.
O polêmico presidenciável esteve na capital gaúcha para participar, à tarde, do painel “Brasil de Ideias”, promovido pela revista “Voto”, com a presença de empresários e políticos. Durante o evento, ele frisou que, se chegar ao segundo turno, não será o “Jairzinho paz e amor”, em uma alusão à postura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que em sua primeira campanha vitoriosa ao Palácio do Planalto, em 2002, adotou um discurso moderado que muitos ironizaram como “Lulinha paz e amor”.
Bolsonaro também voltou a reclamar que o País está “cansado do politicamente correto” e não poupou concorrentes como Marina Silva (Rede) e a chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), que tem a senadora gaúcha Ana Amélia (PP) como vice.
À imprensa, Bolsonaro rebateu as críticas à sua participação no programa “Jornal Nacional,” na noite de terça-feira. “A minha entrevista praticamente me garantiu a presença no segundo turno, pois me deu uma exposição enorme, já que não vou ter tempo de TV”, comemorou.
Perguntado pela organização do evento sobre qual seria sua estratégia para o segundo turno “quase garantido”, ele criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “As cartas estão na mesa. O FHC reiterou que se aliaria ao PT em um possível segundo turno”.
Cobrança
O candidato do PSL cobrou “posição” de Marina Silva (Rede) sobre assuntos polêmicos como o aborto e o porte de armas> “Ela deu uma entrevista em março e foi perguntada se já tinha sofrido alguma violência sexual na infância. Ela falou que não, porque ‘eu e minhas irmãs menores tínhamos uma espingarda’. Ela mudou de ideia, é evangélica, ela tem que ter posição em alguns assuntos”.
Perguntado sobre fala de Alckmin (PSDB), que chamou a candidatura de Bolsonaro de “inviável” e disse que o deputado federal “perderia para qualquer um no segundo turno”, o candidato do PSL ironizou: “Ele podia ficar tranquilo já que não vou chegar a lugar nenhum”.
Bolsonaro também disse que “tem respeito” por Ana Amélia, candidata a vice na chapa de Alckmin, mas condenou o fato de ela ter “se desgastado” ao ir para o ‘Centrão’: “Parece que ela perdeu muito aqui no Rio Grande do Sul, que ela foi na contramão do que ela pregou”.
Cartilha
Sobre a polêmica acerca do livro “Aparelho Sexual & Companhia”, o candidato acusou o Ministério da Educação de mentir sobre o assunto. “São uns canalhas. Esses livros peguei em bibliotecas no Vale do Ribeira”, disse mostrando a obra aos presentes. O  Ministério, no entanto, reiterou em diversas ocasiões que “não produziu e nem adquiriu ou distribuiu o livro” citado.
Bolsonaro também criticou quem afirma que ele defende salários distintos entre homens e mulheres e sugeriu que uma suposta diferença salarial entre William Bonner e Renata Vasconcellos (apresentadores que o entrevistaram no Jornal Nacional) fosse apurada pelo Ministério Público do Trabalho. “Pelo que sei, a Renata recebe R$ 200 mil e o Bonner, R$ 800 mil. Tinham que procurar o MPT para denunciar essa questão”, ironizou.

Perguntado sobre o índice de rejeição em relação a si, Bolsonaro afirmou que deveria ter “assaltado” uma estatal. “Eu tenho mais rejeição do que o Lula? Eu deveria ter metido a mão em fundo de pensão, ofendido as mulheres, como o caso do grampo. Não acredito em pesquisa. Não tenho tanta rejeição assim”, finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário