A coligação Piauí de Verdade (PSDB/PSB/DEM), encabeçada pelo candidato a ao governo Luciano Nunes, ingressou com representação contra o governador Wellington Dias, que disputa a reeleição, por suposta prática de conduta vedada.
A representação questiona uma reunião realizada no auditório da Secretaria de Cultura, em abril, quando o então pré-candidado do PT teria afirmado que a pauta incluiria apresentar "um manual de orientação na área pública para o período eleitoral".
O encontro, que contou com a presença de secretários, diretores, deputados da base e representantes de comunicação, debateu ainda sobre a situação de empréstimo feito pelo governo junto à Caixa Econômica Federal. Mas, para a coligação de Luciano, a pauta foi além disto.
"Em sua fala, transmitida ao vivo pela TV Cidade Verde, o Representado teria, ainda, informado que a equipe de Publicidade e Propaganda do Governo, comandada pela S/A Propaganda, iria apresentar o resultado de algumas pesquisas internas encomendadas", argumenta a representação, trazendo em seguida a transcrição da fala do governador.
Para a coligação, fica claro o uso do espaço público "para tratar de assunto referente a sua campanha eleitoral. Com efeito, o mesmo se valeu do mencionado encontro para discutir não apenas questões de governo, mas também calendário de campanha e pesquisas de satisfação do eleitorado quanto a sua gestão", o que caracterizaria uso indevido do imóvel.
A defesa da coligação Piauí de Verdade quer que seja julgado procedente o pedido para reconhecimento da prática de conduta vedada, com aplicação devida das sanções cabíveis, bem como o envio de cópias do processo ao Ministério Público Federal, para apuração de suposta prática de improbidade administrativa.
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